O jornalista que perdeu o bom senso

Essa história bem que poderia ser uma ficção...

Olá meu nome é... Não importa meu nome. Sou mais um anônimo que leio todos os dias os jornais, adoro folhear as partes dos jornais estando por dentro de tudo da cidade. E com tanto assunto chato gosto de ver textos que fogem dessa lógica e entreguem mais poesia aos meus dias tão terríveis.


Adoro ler uma coluna, ainda lá no antigo jornal, lá me encontrava com assuntos de leitura agradável e com uma poesia que me enchia os olhos, esperava o dia da publicação com uma alegria típica da raposa de Exupéry. Um dia encontrei o escritor andando por ai, e quando fui conversar com ele, percebi como era sorridente, foi extremamente agradável comigo, sim eu estava cativado.


Mas aos poucos fui percebendo mudanças naquela escrita. Termos distintos foram aparecendo, era uma convicção aqui, outra concepção ali e aquele espaço foi perdendo a magia. Esses dias vi ele andando pela rua, estava com estranhas ideias fixas, suas roupas eram outras e usava broche de uma santa, nada contra religião alguma, mas aquilo não combina com o jornalista do passado.


Seu espaço virou um lugar tão estranho, irreconhecível para os leitores do passado, começaram a aparecer vídeos defendendo as questões das mais terríveis aos olhos dos sensatos, ele agora denuncia o óbvio, ataca o que não existe e surra a inteligência por viver num mundo dicotômico, irreal e com tons rubros. Sua poesia estava tão vazia, aquele espaço só falava de política que já não me pertencia.


Ele já era um Simão Bacamarte dos tempos atuais, seu espaço no jornal tornava-se o hospício casa vermelha, mas sem a cordura literária. Aquele escritor já não era um jornalista, só era mais um homem que perdeu o bom senso.





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© 2015 por Arnaldo Martin Szlachta Junior

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