Nada há para celebrar sobre o fim escravidão em tempos atuais.

​ O Brasil foi o último país independente a abolir a escravidão em 13 de maio de 1888, numa situação completa de fuga de D. Pedro II que viaja deixando a inciativa para a princesa Isabel, acredita-se que o velho monarca teria feito isso para evitar mais um desgaste do arcaico modelo monárquico do Brasil.


Poderíamos nos envergonhar somente das terríveis cabeças do passado, mas infelizmente temos essas mesmas cabeças no presente, e pior, nos altos postos do comando do país. Não estou dizendo que alguém em sã consciência defenda que homens possam escravizar literalmente um outro homem até como aconteceu no final da década de 80 do século XIX. Como tudo se moderniza, inclusive as desgraças, na boca das pessoas há palavras que busquem das ar de novo para modelos tão empoeirados.


O brasileiro elegeu o congresso mais conversador das última décadas, movimentos de discursos de uma direita reacionária que consegue somar interesses conservadores e liberais de tal forma, que enxergam como privilégios direitos trabalhistas e aposentadoria, estão desenterrando projetos de duas décadas para edificar reformas de um governo que jamais seria eleito com tal programa. Vale ressaltar que uma das últimas propostas que circulam no legislativo é que o trabalhador rural possa ser pago com casa e comida ao invés de um pelo menos um salário mínimo. Sim desta vez a ânsia por lucro, deixou mais escancarada a proposta de uma lei que garanta a servidão.


Até mesmo para aqueles que se colocam ilesos a todos esses problemas, possivelmente por vivem num belo apartamento, possuir um caro zero quilometro e ter condições para ter coisas caras. Pois é, como bem escreveu Leon Tolstoi "O dinheiro representa uma nova forma da escravidão impessoal, em lugar da antiga escravidão pessoal". Cada vez trabalhamos mais...horas e horas, esquecemos da família, filhos da saúde para manter um vida cada vez mais cara, e desejada para que não se identifiquem como meros trabalhadores.


Precisamos lembrar que houve essa sim chaga na história que foi a escravidão, que devemos lutar para superar qualquer tipo de preconceito e sempre que possível lutar por iniciativas que promovam os diversos espaço para os negros, que possuem diretos tanto como qualquer outra etnia. Talvez a mais dura iniciativa, pois requer paciência, é informar e explicar para as pessoas que nem tudo é permissivo, que nem todos são iguais mas merecem os mesmo direitos, e a tolerância e a democracia são os remédios para qualquer radicalismo político.









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