O ENEM como arma política



O Ministério da Educação emitiu uma nota nessa segunda-feira (31 de outubro), com uma relação das escolas que não aconteceriam o Exame Nacional do Ensino Médio por conta das ocupações dos estudantes contra a MP 746 que propõe mudanças profundas no Ensino Médio. Pasmem, mas a proposta do ministério é fazer uma segunda chamada do exame para esses estudantes que fizeram a inscrição no mesmo período e que pagaram as mesmas taxas que os que farão a prova nesse final de semana.


Como professor, posso garantir que por mais que existam critérios, métodos e sistematizações em um exame JAMAIS podem garantir que uma prova será como a outra, ferindo o processo de isonomia na seleção do exame, sem contar que atinge um dos eixos norteadores da nossa constituição de 1988, que é representado pelo artigo 5º: o princípio da isonomia ou igualdade.


Há aqueles que defendem, e outros que criticam as iniciativas dos estudantes que que ocupam escolas, mas uma coisa é certa: Não pode-se ignorar um movimento que conseguiu ocupar mais de mil estabelecimentos em todo o Brasil. O governo Temer está ficando conhecido, apesar dos apaixonados defensores a qualquer custo, como um governo incoerente e arregão. Incoerente como podemos perceber quando defendem a PEC 241(câmara) e 55(senado) que visava cortar gastos públicos, mas na sequência anuncia aumento salarial de certas categorias categorias, anunciam a troca dos sistemas de código aberto da plataforma linux por licenças anuais compradas da Microsoft, em seguinda o senado discute compra te televisores... Arregão, pois logo que há repercussão na sociedade voltam atrás por medo de perder apoio, e não por possuírem um projeto claro para o país.


Agora o Ministro Mendonça Filho (DEM) que foi já fora governador do Recife, e pelo visto de educação não entende nada, decide suspender a prova do Enem para alguns candidatos que estavam constando para fazer as provas em escolas ocupadas. Isso é uma clara, e irresponsável, ação meramente política. É sabido que o algumas instituições de ensino privadas receberam ligações para possivelmente serem utilizadas, mas infelizmente o MEC preferiu o conflito que a resolução do problema, como de fato deveria agir o estado. Os estudantes perdem muito com dois pesos e duas medidas, as instituições perdem por não saberem ao certo seu desemprenho e o sociedade por mais um conflito gratuito e meramente politico.





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