Uma legião de "Glória Pires" debatendo a performance dos "peladões da UEL".


Na última semana minhas redes sociais compartilharam imagens de uma performance artistista realizada na Universidade Estadual de Londrina, na qual, diversas pessoas que faziam algumas ações que num primeiro momento pareceram-me muito familiares, além é claro, de impressionar pela coragem e ousadia na atual sociedade que cada vez se revela mais tradiconal e politicamente correta. Alguns alunos, amigos e leitores desse blog vieram me cobrar um texto sobre o ocorrido, respondi prontamente que seria complicado e escrever sobre algo que não presenciei. Por uma breve pesquisa sobre o assunto vi alguns blogueiros locais e intelectuais comentando sobre o fato, alguns se destacando o ato e problematizando a ação gerando debate e diálogo, já outros possuíam uma postura muito crítica e argumentos que iam desde a moral cristã até a abordagem jurídica.


Nessa último domingo, (28/02/2016) houve a cerimônia da entrega do Oscar, como estava torcendo para que a animação brasileira "O menino e o mundo" levasse a estateita acompanhei o evento pela TV aberta Rede Globo, notárimente percebi o quanto a atriz Glória Pires que apresentava a cobertura por essa emissora estava perdida, destanta e era perceptível que ela não havia visto a maior parte dos filmes pelo seus comentários e opinões. Nessa dinâmica de acotecimentos enxerguei na vetarana global uma série de intelectuais, personalidades e bloqueiros que escreviam e criticavam a performance na UEL, ou seja, suas ideias (ataques na maioria das vezes), eram pautadas em quatro fotos que cicularam pela intenet. Perceba que a maior parte da polêmica está no ato das pessoas estarem sem roupas e as críticas em sua esmagodara maioria eram feitas sem conhecer a motivação, o processo e as pessoas envolvidas.


Sobre o ato fui me interar e de acordo com algumas pesquisas rápidas descobri que se tratava de um trabalho de conclusão de curso da área de Artes Cênicas conduzida pelo professor Aguinaldo de Souza retrava os horrores causados pelo holocausto, percebi que um dos destaques foi a problematização da questão nú nos horres da 2ª Guerra mundial, horrer esse que colocava em questão a dignidade humana fazendo o erotismo e a moral perderem espaço no terreno. E o que eu mais vi foi sobre como todos estavam escandalizados sobre esse ato e comentavam na lei de "Glória Pires", ter uma opinião e debater sem ao menos ter assitido ou ter feito uma miníma pesquisa. Li questionamentos sobre a aplicabilidade dos impostos para "coisas úteis" dentro da universidade, outro comentário que me chamou a atençao foi de um jurista que propôs uma ação de acordo com o artigo 233 do Código Penal esquecendo o princípio de liberdade de Cátedra, sem contar os inumeros comentários associando o ato a esquerda ou ao PT, que de verdade não consegui entender até agora esses últimos.


Não vim defender, nem atacar o ato nesse texto, mas destacar como a maioria do que se debate sobre uma inciativa artística se resume a poucos argumentos com críticas rasas, sem ao menos conhecer a inicativa e a motivação do projeto. Certamente eu não teria a ousadia, e nem o fisíco diga-se de passagem, de fazer um ato como esse, mas destaco a perspicácia e a corgaem de que o fez, principlamente do professor Aguinaldo que incomodou gerou diálogos e debates numa sociedade que nos últimos tempos tem um discurso latente, conservador e extramamente moralista. Numa época que deixamos o espírito "Glória Pires" nos tomar e passamos a ser críticos de tudo e todos vimos que os dos "peladões da UEL" horrorizaram pela nudez e ato imoral, os "peladões"dos campos de concetração horrorizaram o mundo pela ausência de humanidade, cada época seu julgamento... cada sociedade sua visão.


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